06 março 2009
saudosismo e evolução
6 de março de 2009. hoje faz 5 aos que me formei da ufrgs.
5 anos. sim, todos já sabem, lá vem aquela frase piegas e previsível do tipo "parece que foi ontem". mas confesso a todos que é mesmo um pouco duro de acreditar e compreender que esse tempo todo já se passou. 5 anos dava para se formar em outra coisa até, mas não sei se eu queria. quem sabe.
daqui a um mês eu me formo na pós (nunca sei bem se é a pós, ou o pós, mas depois eu vejo isso). a primeira delas, creio eu, pois acho que seguirei em meus estudos, quem sabe com outra. acho que isso sim me interessa.
acho que se formar é umas das melhores e maiores emoções e sensações da vida. tanto que eu adoro ir em formaturas, para compartilhar um pouco essa emoção com os outros. lembro que a cerimônia, naquela noite quente de sábado na ufrgs, durou umas 3 horas. eram grandes discursos (nos dois sentidos), mas eu nem percebi esse tempo passar. para mim, levou uns 30 minutos só. é a lei da relatividade.
essa semana eu esperava o ônibus na crisovão e meio uma guria, na chuva, toda pintada com aquelas tintas de trote e com uma caneca na mão. parou e me pediu uma moeda. eu nunca dou dinheiro quando moradores de rua me pedem, pois não sou favorável, pois acho que incentiva o aumento do número de pedintes e toda uma problemática, mas enfim, claro, era uma situação especial, pois ela era bixo e, na mesma hora, lembrei de mim há 10 anos atrás, pedindo dinheiro também, mas na sinaleira da silva só com a ipiranga. enquanto abria a bolsa, perguntei a ela onde ela tinha passado, e seguiu-se um diálogo breve:
-onde tu passou?
-na ufrgs
-qual o curso (abrindo a bolsa e dando uma moeda de R$ 1,00)
-relações públicas.
-bah, que legal, eu sou rp.
-que legal, e tu gosta? (empolgada com a idéia de conhecer uma rp formada, eu acho)
-sim, mas é uma profissão difícil (estranho, pois respondi que sim com um porém, que é a dificuldade de atuar na área).
-agora muradam o currículo, parece que vai ser tudo bem legal.
e ela seguiu, na chuva, com sua caneca, atravessou a ramiro, sozinha.
não sei dizer se ela ainda estava em momento de trote, pois não lembro de bixos vagando dozinhos, longe do prédio da comunicação, atrás de dinheiro. mas enfim, não acho que ela estivesse enrolando as pessoas e juntando um dinheiro a mais para ela.
segui a semana nostálgica e pensando. é bom ser rp? é, mas sinto esse porém que sem querer transmiti a ela.
pois eu quero mais, e esse mercado não permite.
mais resultados, mas retorno. demora muito. cinco anos é muito tempo. eu não sei esperar. eu tenho pressa.
eu quero sempre mais. e tenho que sair para não me atrasar.
5 anos. sim, todos já sabem, lá vem aquela frase piegas e previsível do tipo "parece que foi ontem". mas confesso a todos que é mesmo um pouco duro de acreditar e compreender que esse tempo todo já se passou. 5 anos dava para se formar em outra coisa até, mas não sei se eu queria. quem sabe.
daqui a um mês eu me formo na pós (nunca sei bem se é a pós, ou o pós, mas depois eu vejo isso). a primeira delas, creio eu, pois acho que seguirei em meus estudos, quem sabe com outra. acho que isso sim me interessa.
acho que se formar é umas das melhores e maiores emoções e sensações da vida. tanto que eu adoro ir em formaturas, para compartilhar um pouco essa emoção com os outros. lembro que a cerimônia, naquela noite quente de sábado na ufrgs, durou umas 3 horas. eram grandes discursos (nos dois sentidos), mas eu nem percebi esse tempo passar. para mim, levou uns 30 minutos só. é a lei da relatividade.
essa semana eu esperava o ônibus na crisovão e meio uma guria, na chuva, toda pintada com aquelas tintas de trote e com uma caneca na mão. parou e me pediu uma moeda. eu nunca dou dinheiro quando moradores de rua me pedem, pois não sou favorável, pois acho que incentiva o aumento do número de pedintes e toda uma problemática, mas enfim, claro, era uma situação especial, pois ela era bixo e, na mesma hora, lembrei de mim há 10 anos atrás, pedindo dinheiro também, mas na sinaleira da silva só com a ipiranga. enquanto abria a bolsa, perguntei a ela onde ela tinha passado, e seguiu-se um diálogo breve:
-onde tu passou?
-na ufrgs
-qual o curso (abrindo a bolsa e dando uma moeda de R$ 1,00)
-relações públicas.
-bah, que legal, eu sou rp.
-que legal, e tu gosta? (empolgada com a idéia de conhecer uma rp formada, eu acho)
-sim, mas é uma profissão difícil (estranho, pois respondi que sim com um porém, que é a dificuldade de atuar na área).
-agora muradam o currículo, parece que vai ser tudo bem legal.
e ela seguiu, na chuva, com sua caneca, atravessou a ramiro, sozinha.
não sei dizer se ela ainda estava em momento de trote, pois não lembro de bixos vagando dozinhos, longe do prédio da comunicação, atrás de dinheiro. mas enfim, não acho que ela estivesse enrolando as pessoas e juntando um dinheiro a mais para ela.
segui a semana nostálgica e pensando. é bom ser rp? é, mas sinto esse porém que sem querer transmiti a ela.
pois eu quero mais, e esse mercado não permite.
mais resultados, mas retorno. demora muito. cinco anos é muito tempo. eu não sei esperar. eu tenho pressa.
eu quero sempre mais. e tenho que sair para não me atrasar.
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