17 junho 2008
a quebra dos paradigmas, nem que seja aos poucos
eu não gosto de leite. como queijo, iogurte e outras coisas oriundas do mesmo, mas leite propriamente dito eu não tomo.
desde criança, eu não podia ver a nata do leite que passava mal. o cheio do leite me faz mal. lavar leiteira com leite fervido me enjoa. eu era, infelizmente, daquelas crianças que vomitavam no ônibus quando era criança. e a maioria das vezes, era quando eu tomava o meu "nescau" antes de sair de casa.
muitos já me disseram que terei a tal da ospeoporose (é esse o nome da doença??) quando eu ficar mais velha, mas enfim, não consigo me adaptar. meu irmão e minha irmã também não tomam. só café preto. sim, eu tomo uma xícara de café preto pela manhã e não tenho úlcera, nem gastrite. ainda, pelo menos. mas creio que não terei, pois faço isso há anos, desde que eu tinha uns 5 anos de idade, acreditem.
minha avó materna gostava muito de café. ela percebeu a minha dificuldade de adaptação ao leite e me dava café já naquela época, na minha infância. pois eis que não teve mais volta...e isso que ela faleceu logo depois, nesse período mesmo da minha vida.
esses dias eu estava na biblioteca do pós fazendo um trabalho com colegas, quando um deles se candidatou a ir buscar um café. ele foi até o bar, pegou o café, trouxe o açúcar, adocei...e segui fazendo o trabalho sobre responsabilidade social enquanto bebia, crente que era um expresso, um CAFÉ PRETO. pois não é que não era? pois é, depois de muitos anos, tomei um café-com-leite e achei saboroso. no final, senti uma certa repulsa, quando percebi. mas penso: não será um preconceito? um dia achei que o leite me fazia mal e o abandonei, e de repente nem era?
houve uma outra tentativa, há uns 5 anos atrás, em buenos aires, quando me vi quase obrigada a experimentar um capuccino, e também, na bolívia, quando tomei chocolate quente (tá isso até vai...confesso que eu tomo todynho sem muitas restrições também...). como podia eu estar numa estação de esqui com neve e não tomar o chocolate? como podia eu estar num café na argentina e voltar de lá sem saber o gosto? mas e neste dia do trabalho, o que houve?
houve que não devemos ser tão rígidos com nós mesmos. devemos aliviar a cinta da pressão e nos deixar levar pelas circunstâncias.
as pessoas mudam. ouvi essa semana que a pessoa muda tanto nos dias de hoje que, após 4 anos, ela praticamente não é mais a mesma, já mudou quase todos os seus gostos, muitas de suas atitutes e pensamentos. ouvi também que uma relação amorosa deve passar por uma espécie de renovação, de up grade a cada 3 meses, para não cair na rotina, para que o casal siga junto sempre se descobrindo. aprendi isso na aula de criatividade de inovação...ora pois...agora no dia dos namorados.
daí comecei a pensar que eu mudo sempre. uns acham que é bipolaridade, mas eu acho que é só essa inovação, essa busca por algo mais atrativo, mais encantador.
deve ser por isso que dei a este blog o nome de "variações".
e pensando bem...eu já quebrei outros paradigmas que não imaginaria: fiz luzes no cabelo ( o que eu achava o fim da peruisse) e gostei!, passei a gostar de usar rímel, comprei sapatos de bico fino e até usei a bota por cima da calça, coisas inconcebíveis há uns meses atrás.
é claro que sou bem mais feliz com meu adidas, mas por que não dar uma chance e experimentar?
na onda do leite, eu não comia strogonoff há anos atrás, pois nada mais era do que colocar leite na carne. hoje ele é, sem dúvida, o meu prato preferido.
desde criança, eu não podia ver a nata do leite que passava mal. o cheio do leite me faz mal. lavar leiteira com leite fervido me enjoa. eu era, infelizmente, daquelas crianças que vomitavam no ônibus quando era criança. e a maioria das vezes, era quando eu tomava o meu "nescau" antes de sair de casa.
muitos já me disseram que terei a tal da ospeoporose (é esse o nome da doença??) quando eu ficar mais velha, mas enfim, não consigo me adaptar. meu irmão e minha irmã também não tomam. só café preto. sim, eu tomo uma xícara de café preto pela manhã e não tenho úlcera, nem gastrite. ainda, pelo menos. mas creio que não terei, pois faço isso há anos, desde que eu tinha uns 5 anos de idade, acreditem.
minha avó materna gostava muito de café. ela percebeu a minha dificuldade de adaptação ao leite e me dava café já naquela época, na minha infância. pois eis que não teve mais volta...e isso que ela faleceu logo depois, nesse período mesmo da minha vida.
esses dias eu estava na biblioteca do pós fazendo um trabalho com colegas, quando um deles se candidatou a ir buscar um café. ele foi até o bar, pegou o café, trouxe o açúcar, adocei...e segui fazendo o trabalho sobre responsabilidade social enquanto bebia, crente que era um expresso, um CAFÉ PRETO. pois não é que não era? pois é, depois de muitos anos, tomei um café-com-leite e achei saboroso. no final, senti uma certa repulsa, quando percebi. mas penso: não será um preconceito? um dia achei que o leite me fazia mal e o abandonei, e de repente nem era?
houve uma outra tentativa, há uns 5 anos atrás, em buenos aires, quando me vi quase obrigada a experimentar um capuccino, e também, na bolívia, quando tomei chocolate quente (tá isso até vai...confesso que eu tomo todynho sem muitas restrições também...). como podia eu estar numa estação de esqui com neve e não tomar o chocolate? como podia eu estar num café na argentina e voltar de lá sem saber o gosto? mas e neste dia do trabalho, o que houve?
houve que não devemos ser tão rígidos com nós mesmos. devemos aliviar a cinta da pressão e nos deixar levar pelas circunstâncias.
as pessoas mudam. ouvi essa semana que a pessoa muda tanto nos dias de hoje que, após 4 anos, ela praticamente não é mais a mesma, já mudou quase todos os seus gostos, muitas de suas atitutes e pensamentos. ouvi também que uma relação amorosa deve passar por uma espécie de renovação, de up grade a cada 3 meses, para não cair na rotina, para que o casal siga junto sempre se descobrindo. aprendi isso na aula de criatividade de inovação...ora pois...agora no dia dos namorados.
daí comecei a pensar que eu mudo sempre. uns acham que é bipolaridade, mas eu acho que é só essa inovação, essa busca por algo mais atrativo, mais encantador.
deve ser por isso que dei a este blog o nome de "variações".
e pensando bem...eu já quebrei outros paradigmas que não imaginaria: fiz luzes no cabelo ( o que eu achava o fim da peruisse) e gostei!, passei a gostar de usar rímel, comprei sapatos de bico fino e até usei a bota por cima da calça, coisas inconcebíveis há uns meses atrás.
é claro que sou bem mais feliz com meu adidas, mas por que não dar uma chance e experimentar?
na onda do leite, eu não comia strogonoff há anos atrás, pois nada mais era do que colocar leite na carne. hoje ele é, sem dúvida, o meu prato preferido.
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