27 fevereiro 2007

auto-biografia

me pediram pra fazer uma auto-biografia. breve. tipo uma carta. mas cartas podem ter diversos tamanhos.

Auto-biografia (essa seria a minha história, bem resumida. Mas confesso: daria um livro!)

DE TAGARELA-MAGRELA À RELAÇÕES-PÚBLICAS

No fim dos anos 70 minha mãe trabalhava numa casa de família, vinda do interior tentar a sorte em Porto Alegre. Meu pai, carteiro, entregou uma carta na casa na qual ela trabalhava. Assim eles se conheceram. Em dezembro do ano seguinte, eu nasci.

Após alguns anos, minha mãe engravidou novamente. E eu, sempre muito tagarela, falava para todos que eu teria uma irmã para brincar de bonecas. Filha única sempre fala essas coisas. Pois não é que nasceram dois? Sim, minha mãe teve um casal de gêmeos. Uma surpresa para todos. Eu, sem entender nada, perguntava se meu irmão era emprestado do hospital.

Fiz balé durante um ano e ganhei uma medalha. Fiz apenas meio ano de jardim de infância e acho que por isso nunca aprendi a desenhar direito. Estudei toda a vida em escola pública e sempre me destaquei nas notas, embora integrasse a turminha da bagunça. De tanto ir bem no colégio, resolvi, como adolescente rebelde, ficar em recuperação, para me sentir integrada.

Achava-me muito magra e não usava blusinhas de alça, só camisetas mais largas, estilo filhas do Gaspar da novela Top Model. Ah, e tênis. Nada de sandálias.

Ganhei um concurso da rádio Atlântida. Uma promoção do Bombom Amor Carioca na qual era preciso responder: Que momentos é bom lembrar que o amor existe? A minha resposta esteve entre as melhores (vejam! na adolescência, eu sabia tudo de amor, nossa!). Considero aí o início da minha carreira na Comunicação. Além disso, tem a fotografia. Meu amor por ela vem de tempos: fazia minha irmã de modelo na beira-mar, mesmo com vento. Quando a câmera, que era uma saboneteira vinda do Paraguai, não tinha flash, eu não pensava duas vezes: colocava o pinheiro de Natal na rua, sob o sol, para ele também poder sair.

O ingresso na faculdade não foi fácil. Sonhava com a UFRGS e tive que penar no cursinho para compensar a falta de professores da escola estadual. Hoje vejo que cada minuto valeu à pena.

Sempre trabalhei. É engraçado, mas eu já fiz quase de tudo: desde entregar panfleto na sinaleira até ter uma empresa de consultoria de comunicação.

Desafios sempre me incentivaram. Há cerca de três anos, já bem grandinha, peguei minha mochila, alguns trocados, três amigos e fui conhecer a Bolívia, o Peru, o Chile e a Argentina. De ônibus. Nunca viajei de avião na vida e já estive em quatro países.

Tenho um namorado. Quase um casamento em casas separadas. Somos opostos e nos completamos, nos apoiamos e aproveitamos a vida juntos. É muito bom ter a quem amar. Em breve vamos dividir o mesmo teto e as mesmas contas no final do mês.

Amo a Comunicação Social, embora às vezes duvide da valorização dela perante a sociedade. Um médico todos sabem o que faz, um engenheiro faz obras. Mas e um relações-públicas? Ele não salva o mundo. Não oficialmente. Ninguém “pega” no que ele faz, não dá para tocar. E esta é uma das minhas lutas: reconhecimento profissional com ética, valorização sem ter que passar por cima de outras pessoas. Espaço para mostrar a que vim.

Comentários:
Tati,
Simplesmente amei a sua auto biografia!!!
Na verdade amo o seu estilo de escrita!!!

Bjs
Aline
 
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