09 fevereiro 2006
espera na janela?

ganhei uma fitinha de nosso senhor do bom fim da bahia. coloquei no braço e fiz três pedidos. foi o que me disseram: que você não deve comprar a fitinha, e sim ganhá-la, e que a cada nó que dá nela deve fazer um pedido.
não, não vou contar aqui as coisas que pedi. mas isso me fez refletir um pouco.
eu não pedi pra ganhar na loto, não pedi pra casar num castelo europeu, não pedi uma viagem a miami, não pedi uma BMW. sim, o que eu não pedi eu acho que não é pecado nenhum contar.
pensando nisso, vi que a felicidade é uma coisa fácil. ela não está nesse tipo de grandeza que citei acima. precisamos, na verdade, de muito pouco pra sermos felizes.
sim, cada um de nós pode viver com muito menos que tem e ser muito, mas muito feliz. não, não quero difundir aqui uma idéia comunista, de ter um par de sapatos por ano como uma cota do governo. mas sim, não precisamos do tanto de coisas que achamos para viver. não precisamos de uma calça nova sempre, não precisamos de uma penca de blusas enchendo o guarda-roupas, não precisamos de pulseiras, brincos, nada de coisas chiques.
a felicidade sim, está nas coisas mais simples da vida: em um abraço, em um carinho, em amigos, na família, numa palavra do pai, num olhar da mãe, num grande amor para sempre, num banho de mar, num pôr de sol, no cheiro da terra quando chove, num olho no olho, num arco-íris, no vento no rosto, em ganhar uma flor colhida do jardim, na brincadeira de uma criança, num sorriso,na sinceridade das pessoas, em ajudar um velhinho a atravessar a rua, em regar as plantas, em sonhar um sonho bom.
a felicidade não é algo que virá, no futuro. o futuro não existe. a felicidade é agora.
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