06 fevereiro 2006

algumas polêmicas

Eis que volto de um feriadão na praia e caio na real: a vida não é feita de mar, sol, sinuca, cerveja com os amigos e crepes de chocolate. A vida é algo que nos surpreende, emociona, decepciona, aflige e alegra a cada dia. Mas a realidade longe do litoral, no mundo real, é bem outra, é preciso encará-la. Como hoje não foi um grande dia para mim, resolvi escrever sobre três temas, breves, que ficaram na minha cabeça durante os dias litorâneos, para disfarçar outros sentimentos:

1. Por que algumas pessoas não têm noção das coisas?
Analiso as pessoas ao meu redor e percebo: elas ouvem músicas horríveis, se vestem com combinações de roupas absurdas, tem o cabelo metade pintado, metade grisalho, passam com seus carros de som a todo o volume, ouvem música brega altíssima logo depois do almoço, sentam-se grudadas no nosso espaço na praia quando a praia toda está livre para ser utilizada, deixam as espigas de milho no chão na areia, jogam bola no espaço das famílias, dando boladas nas pessoas de idade sem pedir desculpas, vestem-se de tops brilhosos como se fossem destaque de escola de samba quando faltam semanas para o carnaval e não há nehum samba enredo tocando, insistem em chacoalhar as banhas ao som de "chão, chão, chão...até o chão" no meio da rua, colocam música alta no bar para competir com a banda que está sendo paga pela prefeitura, roubam troco dos desatentos na rodoviária...e assim por diante.

2. Por que adolescentes se privam de certas atividades achando que pagarão mico?
Será que depois que ficamos mais velhos vamos perdendo a vergonha das coisas e vendo que aprender uma atividade nova ou se divertir pode não ser uma coisa vergonhosa. Aos 16 anos, eu não brincava no parque como uma criança, pois tinha medo de parecer uma. Aos 27, grito e me divirto como nunca. Aos 20 eu não chegava perto da sinuca da Fabico, pois tinha medo de pagar vale perto dos meus colegas que jogavam tri bem. Hoje em dia, nem tô, jogo mal, mas jogo, e azar dos outros. Eu jamais cantaria num videokê aos 15 anos. Bem capaz. Hoje em dia, tiro até nota boa e se não tiro, dou risada e a vida segue.

3. Por que há tantas garotas gordinhas?
O que há de errado com a alimentação de hoje? Vejo na praia dezenas de garotas por volta dos 10 anos de idade já beirando a obesidade, com o corpo que mal é coberto pelo biquini. Sim, a alimentação não é mais a mesma. Eu, por exemplo, só podia beber refrigerante aos finais de semana quando criança. Não tenho nhuma recordação de lanches no McDonalts na minha infância, apenas na adolescência, com o pessoal do segundo grau. E não fui menos feliz por isso. Não, eu não sou um exemplo de alimentação saudável, geração saúde, essas coisas. Mas não estou de acordo que crianças de 2 anos comam fast food uma vez por semana, bebam refrigerante sem nenhum controle e desfilem pela praia com picolés, milhos e coca-colas sem parar, numa comilança desenfreada. É claro que muitos são gordinhos por uma questão genética. Não os culpo. Mas boa parte deles é gordinho, já nessa idade, por não abrir mão desse tipo de comida.

E chega de polêmicas por hoje.

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