10 setembro 2005

Roendo as unhas

Me sinto meio abandonada. Todos tão ocupados, todo mundo correndo tanto.
Meus amigos fazendo milhares de cadeiras-estágios-empregos-cursos-etc. Parece que ninguém tem tempo mais pra ir tomar uma cerveja descompromissada.
Será que eu é que tenho tempo demais, tempo sobrando no momento? E por isso me sinto sobrando?
Sei lá, mas tô sentindo em segundo plano pelas pessoas. O flavio tem sempre mil e uma cosias pra afzer. Ou eu estou sendo injusta? Não é uma crítica, é um sentimento meu.
É uma sensação de mal-estar por estar todo mundo sempre com o status "ausente", ou "ocupado". Será que ninguém vê que quero conversar?
E sim, ando mais ciumenta do que o normal. E sou uma pessoa que tem muitos ciúmes dos amigos também.
Quando um amigo que sempre me convidava pra ir num lugar passa a chamar mais outras pessoas que eu pra esse programa, eu sofro. Sei que é meio idiota, mas sofri quando a Carol trocou de curso e passou a fazer coisas com as amigas dela da Psico. Sofro ainda.
Amiga, não é uma reclamação, tu não tá errada. Eu que tô.
Sofri também quando a Dani se foi pra outras terras. Sou egoista, queria ela por perto, almoçar diariamente no RU, como nos velhos tempos.
E o mais incrível é que sou assim e mesmo desta forma tenho os amigos mais independentes do mundo. é uma forma de me testar, acho.
É óbvio que eles não são menos amigos, ou gostam menos de mim, porque vivem suas vidas. Pelo contrário, tenho muuuuuuuuuito orgulho deles!
Só dá um medo de cair no esquecimento.
Não tô numa boa fase. E não, esse não é um blog feliz.

Comentários:
Tati, eu entendo bem esse teu sentimento. Claro, pra mim a distância é um fator que pesa muitissimo, mas como eu ando sem ter muita coisa pra fazer, tenho a nitida sensação de que estou ficando pra tras nessa vida onde tudo é correria, onde quem faz mais é melhor, onde o relogio gira mais rapido e é preciso competir, passar os outros, ter mais e mais atividades pra vencer. Eu não quero entrar nesse jogo e fico todos os dias me dizendo isso. Mas quando eu vejo que quase todo mundo é assim, eu me pergunto se sou eu que estou errada, ficando aqui, vagabundeando um pouco, lendo, olhando o céu, obervando as estações mudarem, as pessoas passarem. Eu não tenho pressa. Mas posso ficar pra tras nesse mundo que corre sem mesmo olhar aonde pisa.
 
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