12 setembro 2005

Perdi o coração do chaveiro

Bom, tava pensando em como escrever isso, mas não consegui me resolver, então, resolvi que vai ser assim mesmo, com o coração, e não com a cabeça.
Acordei agora. Mal consigo levantar. Só tenho vontade de domir. Sim, sei camaradas, as coisas andam pesadas na minha vida. Sair da cama é um ato fora do normal, de muito esforço.
Me sinto vazia. Ontem perdi meu último pilar que me mantia em pé. Acabamos.
Um relação de quase cinco anos. Nem sei muito o que dizer. É uma coisa muito estranha....
Acordei pensando na música da Marisa Monte, e acho que ela exprime um pouco do que eu sinto: "Não é fácil não pensar em você...não te contar meus planos, não te encontrar".
Bom, nem sei se a letra é assim mesmo, mas foda-se. O que importa?
Eu tinha recebido um sinal. Tenho que começar a acreditar neles: Essa semana perdi o meio coração do meu chaveiro. Ele ficou um tempo desaparecido. Depois encontrei. É um daqueles corações que junta com a outra metade e forma um só. Foi a primeira coisa que ganhei dele, há muuuuuito tempo. E só aquele dia que perdi é que percebi a importância que tinha pra mim. O meio coração de metal esteve ali, no meu chaveiro, por anos e anos, e eu mal lembrava que ele existia. Já estava acostumada com ele, fazia parte do meu molho de chaves...normal. Até ele sumir.
É assim, a gente não percebe as coisas, não acredita, não valoriza...até perder.
E foi isso que aconteceu.
Não quero mais falar sobre isso. Preciso ir lá tomar banho, tenho que sair, e tenho que ir logo antes que eu desista de ir lá e fique deitada no meu quarto vendo aquela merda da novela.

Leia a coluna da Martha Medeiros desse domingo. Ela fala coisas interessantes. Meio brega, sobre relacionamentos, mas quem não é brega?

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